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Operação Palanque Digital investiga milícia digital ligada a Dr. Furlan

A Polícia Federal investiga uma milícia digital com contratos de R$ 25 milhões da Prefeitura de Macapá, supostamente ligada ao ex-prefeito Dr. Furlan, visando promover sua imagem e atacar adversários.
Foto: Metropoles

A Polícia Federal (PF) está investigando uma suposta milícia digital que teria movimentado mais de R$ 25 milhões em contratos da Prefeitura de Macapá. O grupo, segundo as autoridades, atuava para promover politicamente o ex-prefeito Dr. Furlan (PSD), além de atacar adversários e disseminar desinformação nas redes sociais.

A Operação Palanque Digital, deflagrada recentemente, resultou em 35 mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém e Canela (RS). Entre os alvos da operação estão políticos, influenciadores, jornalistas e ex-secretários municipais, incluindo Juarez Menescal, que foi preso em flagrante com uma arma de fogo.

De acordo com a PF, a milícia digital operava de forma organizada, com uma estrutura que incluía um 'núcleo estratégico' responsável por definir narrativas e campanhas, além de orientar ataques virtuais. A investigação revelou que a liderança política direcionava contratos de publicidade e monitorava os resultados das campanhas nas redes sociais.

Os investigadores afirmam que o dinheiro destinado à comunicação institucional da Prefeitura estava sendo desviado para financiar influenciadores digitais e páginas em redes sociais, além de blogs e portais de notícias. A estrutura também produzia conteúdos coordenados para promover aliados políticos e atacar opositores.

Reuniões presenciais e online eram realizadas para alinhar estratégias de publicação e disseminação de conteúdos. A PF identificou o uso de inteligência artificial e deepfakes para criar materiais manipulados, além de conteúdos com teor homofóbico. O esquema utilizava impulsionamento pago e publicações simultâneas para aumentar o alcance das mensagens.

O ex-prefeito Dr. Furlan já havia sido alvo de investigações anteriores, incluindo a Operação Paroxismo, que apurou fraudes em licitações e desvios relacionados à construção do Hospital Geral Municipal de Macapá. Após a ofensiva, Furlan renunciou ao cargo de prefeito e anunciou sua pré-candidatura ao governo do Amapá.

Até o momento, a operação resultou na apreensão de R$ 65 mil em espécie, quatro armas de fogo e diversos veículos, com duas pessoas presas. Os investigados podem enfrentar acusações de crimes eleitorais, lavagem de dinheiro, organização criminosa, abuso de poder econômico e desinformação eleitoral.

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