O jornal britânico Financial Times destacou que o filme 'Dark Horse', que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, pode impactar negativamente a pré-candidatura presidencial de seu filho, Flávio Bolsonaro. A produção se tornou uma 'comédia de erros' antes mesmo de sua estreia, especialmente após a revelação de que Flávio buscou financiamento com o banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso e é alvo de investigações por fraudes.
O periódico aponta que a controvérsia em torno do financiamento do filme levanta questionamentos sobre a viabilidade eleitoral de Flávio, que foi considerado o sucessor político de Jair Bolsonaro após a condenação do pai a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe. A situação coloca Flávio no centro de um escândalo político que pode afetar sua candidatura nas eleições presidenciais.
Além disso, informações do portal Intercept Brasil indicam que R$ 61 milhões de um total de R$ 134 milhões acordados entre Flávio e Vorcaro foram transferidos entre fevereiro e maio de 2025. O Financial Times observa que esse valor é significativamente superior ao de produções brasileiras de grande porte, como 'O Agente Secreto', que custou cerca de R$ 27 milhões.
Os defensores do filme, dirigido pelo cineasta americano Cyrus Nowrasteh, argumentam que o custo não é elevado para os padrões de Hollywood. A produção é descrita como uma mistura de thriller e conspiração, abordando a ascensão de Bolsonaro ao poder em 2018. Além disso, o filme já enfrentou outras controvérsias, incluindo denúncias sobre condições de trabalho e o uso não autorizado de uma música de Beyoncé.
Apesar das polêmicas, aliados de Bolsonaro acreditam que 'Dark Horse', que conta com o ator Jim Caviezel no papel de Jair Bolsonaro, pode ter uma boa repercussão tanto no Brasil quanto no exterior. O ex-estrategista da Casa Branca, Steve Bannon, manifestou interesse em ajudar na divulgação do filme nos EUA, destacando que a participação de Caviezel pode aumentar o interesse na obra.
O roteiro do filme inclui temas religiosos voltados à base cristã conservadora dos Bolsonaro, mensagens anti-establishment, uma representação da facada sofrida por Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018 e elementos ficcionais.