Lexi Brown, uma adolescente de 15 anos, estava se recuperando de sintomas gripais em casa, no condado de Essex, Inglaterra, quando começou a sentir dores intensas e perdeu os movimentos do braço. Em estado de pânico, ela contatou sua mãe pedindo ajuda. Logo após, Lexi parou de respirar e precisou ser reanimada por paramédicos com manobras de ressuscitação cardiopulmonar.
Levado às pressas para o Addenbrooke’s Hospital, em Cambridge, os médicos decidiram induzir um coma na jovem por cinco dias enquanto investigavam a gravidade de sua condição. Ao acordar, Lexi descobriu que havia se tornado tetraplégica. Exames revelaram que ela havia sofrido um AVC espinhal, uma condição rara provocada pela interrupção do fluxo sanguíneo na medula espinhal.
De acordo com a família, os médicos não encontraram doenças prévias que justificassem o AVC, e a principal suspeita é que a complicação tenha ocorrido durante a recuperação da gripe. Lexi, que sempre foi apaixonada por canto, dança e teatro musical, agora depende de uma traqueostomia para respirar e se comunicar, o que tem sido um desafio, já que cantar era parte essencial de sua vida antes da internação.
A mãe de Lexi, Stacy Grantham, compartilhou em redes sociais que a filha 'perdeu tudo o que amava'. O AVC espinhal, também conhecido como AVC na medula, ocorre quando o fluxo sanguíneo que fornece oxigênio e nutrientes à medula espinhal é interrompido, levando a danos neurológicos graves.
Os sintomas do AVC espinhal podem surgir de forma súbita e incluem dor intensa nas costas ou pescoço, fraqueza muscular, perda de sensibilidade e dificuldades motoras. O diagnóstico pode ser complicado, pois muitos não associam os sintomas a problemas na medula espinhal.
O tratamento varia conforme a gravidade da lesão e a causa do AVC, com muitos pacientes necessitando de fisioterapia intensiva e acompanhamento neurológico. Lexi continua internada e se submete a fisioterapia para tentar recuperar funções motoras. Sua família relata que ela já consegue movimentar parcialmente os membros e respirar sozinha em alguns períodos, embora ainda dependa de ventilação mecânica em outros momentos.