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Efeitos da psilocibina na depressão são analisados em estudo

Um estudo clínico revelou que uma única dose de psilocibina pode reduzir significativamente os sintomas de depressão em adultos com transtorno depressivo maior, com efeitos duradouros.
Foto: Foto colorida de cogumelo em laboratório - Metrópoles

Pesquisadores do Karolinska Institutet, na Suécia, investigaram os efeitos de uma única dose de psilocibina, um composto psicodélico encontrado em certos cogumelos, em adultos diagnosticados com transtorno depressivo maior. O estudo, publicado na revista JAMA Network Open, acompanhou 35 participantes com idades entre 20 e 64 anos, todos com histórico de depressão moderada a grave.

Os voluntários foram divididos em dois grupos: um recebeu 25 miligramas de psilocibina, enquanto o outro tomou niacina, um placebo ativo. Nem os participantes nem os pesquisadores sabiam qual substância cada um havia recebido durante a fase principal da pesquisa. Todos passaram por acompanhamento psicológico estruturado antes, durante e após a administração da substância, em um ambiente controlado e supervisionado.

Os resultados mostraram uma redução significativa dos sintomas depressivos logo nos primeiros dias após a administração da psilocibina. A avaliação principal ocorreu oito dias depois, quando os participantes que receberam a substância apresentaram uma melhora consideravelmente maior em comparação ao grupo placebo. Os efeitos antidepressivos foram observados por várias semanas em alguns pacientes.

A pesquisa utilizou uma escala clínica reconhecida internacionalmente para medir os sintomas depressivos, além de avaliar a segurança e possíveis efeitos adversos do tratamento. Os autores do estudo afirmaram que a psilocibina demonstrou

efeitos antidepressivos rápidos e clinicamente relevantes

, mas ressaltaram a necessidade de mais estudos para confirmar esses resultados.

A psilocibina, presente em cogumelos conhecidos como "cogumelos mágicos", atua principalmente em receptores ligados à serotonina, um neurotransmissor que influencia o humor e as emoções. Apesar do avanço nas pesquisas, a substância ainda é considerada um tratamento experimental em muitos lugares e deve ser utilizada sob supervisão médica.

Os pesquisadores também destacaram limitações do estudo, como o número reduzido de participantes e o curto período de acompanhamento. Alguns voluntários relataram efeitos adversos temporários, como ansiedade e náusea, mas não houve eventos graves relacionados ao tratamento. Os autores sugerem que futuras investigações devem focar na segurança da psilocibina a longo prazo e na identificação de quais pacientes podem se beneficiar mais dessa terapia.

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