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Filme sobre Bolsonaro é classificado como ‘comédia de erros’

O Financial Times analisou o filme 'Dark Horse', sobre Jair Bolsonaro, destacando seu impacto negativo na imagem de Flávio Bolsonaro após revelações sobre financiamento. O senador nega irregularidades.
Foto: Metropoles

O jornal britânico Financial Times comentou que o filme 'Dark Horse', que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro, se tornou um fator de desgaste político para o senador Flávio Bolsonaro, especialmente após as recentes revelações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro. Em uma reportagem publicada nesta segunda-feira (25/5), o periódico descreveu a produção como uma 'comédia de erros' antes mesmo de sua estreia.

O projeto foi impactado por mensagens que indicam pedidos de financiamento feitos por Flávio ao proprietário do Banco Master. A situação foi exposta neste mês por uma reportagem do The Intercept Brasil, que revelou que Vorcaro havia acertado um aporte de US$ 24 milhões para o filme, o que equivaleria a aproximadamente R$ 134 milhões na cotação da época.

Conforme a publicação, uma parte desse montante, cerca de R$ 61 milhões, foi liberada entre fevereiro e maio deste ano. As mensagens divulgadas mostram Flávio Bolsonaro solicitando a continuidade dos pagamentos e se referindo a Vorcaro de maneira próxima. Em um dos trechos, o senador chama o banqueiro de 'irmão' e afirma: 'Estou e estarei contigo sempre'.

O Financial Times também levantou questões sobre o potencial eleitoral de Flávio Bolsonaro, que é visto por aliados como um possível sucessor político do pai. O jornal ressaltou que Daniel Vorcaro tinha conexões com setores influentes e mantinha relações estratégicas em instituições importantes do país, enquanto levava uma vida de luxo.

A reportagem ainda incluiu a opinião do ex-estrategista da Casa Branca, Steve Bannon, que é aliado de movimentos conservadores internacionais. Bannon sugeriu que o filme poderia ter um grande alcance entre os apoiadores do movimento MAGA nos Estados Unidos, especialmente devido à participação do ator Jim Caviezel no elenco. Ele afirmou que uma produção sobre Bolsonaro com um ator de Hollywood teria um impacto muito maior do que campanhas tradicionais de televisão.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, nega qualquer irregularidade.

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