O porta-voz das Forças Armadas do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que, caso o ex-presidente Donald Trump tome uma decisão imprudente e reinicie a guerra, as consequências seriam muito mais severas do que no início do conflito.
Nos últimos dias, os esforços diplomáticos para um acordo de paz entre o Irã e os Estados Unidos se intensificaram. Autoridades do Qatar, Turquia, Iraque, Omã e Irã estão em diálogo, enquanto Teerã analisa a proposta mais recente enviada por Washington.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, tem mantido conversas telefônicas com seus homólogos da Turquia, Iraque, Qatar e Omã, conforme informado pelo Ministério das Relações Exteriores do Irã.
Araqchi também se comunicou com o secretário-geral da ONU, António Guterres, para atualizar sobre o progresso nas negociações de paz.
A República Islâmica apresentou uma série de exigências aos EUA, incluindo o fim da guerra, o levantamento de sanções, a liberação de ativos iranianos congelados, indenizações pelos danos do conflito e o reconhecimento de sua soberania sobre o Estreito de Ormuz como condições para um acordo inicial.
Por outro lado, a imprensa dos EUA relatou que Washington estaria considerando novos ataques contra o Irã, com os militares se preparando para possíveis bombardeios durante o fim de semana.
Na sexta-feira, Donald Trump se reuniu com seus principais conselheiros para discutir a situação da guerra e decidiu não comparecer ao casamento de seu filho, Don Jr., nas Bahamas, para permanecer em Washington por questões de Estado.
Trump reiterou que o Irã 'nunca terá uma arma nuclear' e que a situação 'será resolvida em breve'.