O governo do Irã anunciou que as recentes negociações com os Estados Unidos, mediadas pelo Paquistão, não trouxeram avanços concretos. A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, após a visita do chefe do Estado-Maior do Exército paquistanês ao Irã.
Baqaei destacou que a visita do comandante paquistanês não indica um ponto de virada nas negociações.
Não podemos dizer que chegamos a um ponto em que o acordo está próximo. Não é assim — afirmou ele à mídia estatal.
O porta-voz também mencionou que ainda existem divergências significativas entre as partes, especialmente em relação ao programa nuclear do Irã e ao enriquecimento de urânio. Segundo Baqaei, esses temas devem ser abordados apenas após um acordo que ponha fim ao conflito, incluindo os ataques de Israel no Líbano.
Ele enfatizou que, nas atuais circunstâncias, o foco deve ser em alcançar um cessar-fogo que atenda às preocupações e interesses do Irã.
Além da presença do militar paquistanês, representantes do Catar também participaram das negociações, que se baseiam em uma proposta recente do Irã aos EUA. Os termos dessa proposta são semelhantes aos 14 pontos apresentados anteriormente por Teerã, que foram rejeitados por Washington.
Entre as principais demandas do Irã estão o fim do conflito, a retirada de sanções e uma indenização pelos danos causados pela guerra. No entanto, a questão nuclear, que é uma prioridade para os EUA, não está incluída nas reivindicações iranianas.
Enquanto as negociações não avançam, o cessar-fogo entre os dois países permanece em vigor há seis semanas. O ex-presidente Donald Trump declarou que não tem pressa para o término das conversas.