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Manobra na Câmara dos EUA evita votação sobre poderes de guerra de Trump

O presidente da Câmara, Mike Johnson, suspendeu votação que limitaria os poderes de guerra de Donald Trump, ganhando tempo para o governo. A oposição se fortalece.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, sob a liderança de Mike Johnson, enfrentou uma situação delicada ao suspender uma votação que poderia restringir os poderes de guerra do presidente Donald Trump. A medida, que exigiria autorização do Congresso para a continuidade da guerra no Irã, foi adiada quando ficou evidente que não haveria votos suficientes para sua aprovação.

Com a suspensão, Johnson conseguiu ganhar tempo para o governo, já que o Congresso entrará em recesso devido ao feriado do Memorial Day, retornando apenas em 1º de junho. Entretanto, membros do Partido Republicano que se opõem a Trump e à guerra indicaram que, na próxima votação, a medida poderá ser aprovada.

Caso a proposta avance, ainda precisará passar pelo Senado, que também é controlado pelos republicanos, antes de ser enviada para a sanção presidencial, onde provavelmente será vetada. Para que a lei se torne efetiva, seria necessário que os deputados e senadores conseguissem derrubar o veto em uma sessão conjunta, o que atualmente parece improvável.

O Descontentamento Com Trump Cresce Entre A Base Republicana

O descontentamento com Trump cresce entre a base republicana. Recentemente, o Senado avançou com uma proposta semelhante, superando o número necessário de votos, em parte devido à rebelião de um senador republicano. Essa insatisfação é exacerbada pelos baixos índices de aprovação do presidente, que enfrenta uma guerra impopular que pode impactar negativamente as eleições de meio de mandato.

Os democratas estão prontos para explorar a situação desfavorável do governo, acusando Trump de iniciar o conflito de maneira ilegal, uma vez que a Constituição dos EUA confere ao Legislativo o poder de declarar guerra. Inicialmente, a Casa Branca argumentou que o conflito não se configurava como uma guerra aberta, mas posteriormente indicou que o presidente teria 60 dias para buscar apoio do Congresso.

Com o cessar-fogo em vigor desde 8 de abril, o Executivo passou a alegar que o prazo de 60 dias estava congelado. Além disso, Trump viu sua influência sobre o partido ser desafiada quando congressistas republicanos abandonaram planos de votar um projeto de financiamento de deportações, em resposta a exigências controversas do presidente.

Essas exigências incluíam a criação de fundos que poderiam beneficiar aliados de Trump e pessoas condenadas pelos eventos de 6 de janeiro de 2021, quando apoiadores do presidente invadiram o Capitólio.

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