A proposta que oferece um pacote de benefícios a partidos foi aprovada na Câmara com apenas duas horas de diferença entre sua inclusão na pauta e a votação simbólica. A estratégia de votação rápida visou minimizar a resistência, já que não houve discussão no plenário.
Hugo Motta, que assumiu a presidência da Câmara após Arthur Lira, havia prometido que não adotaria mais essa prática, garantindo que os projetos seriam definidos em comum acordo com os líderes partidários. A intenção era proporcionar maior previsibilidade nas votações.
Em dezembro, uma coalizão de especialistas e organizações da sociedade civil apresentou uma proposta para incluir essa promessa no Regimento Interno da Câmara. O documento, assinado por pelo menos 20 entidades, sugere a divulgação da pauta com antecedência de uma semana e a apresentação dos projetos com, no mínimo, 24 horas de antecedência.
Representantes da coalizão tentaram entregar a proposta diretamente a Motta, mas ele não os recebeu, enviando um assessor que informou que a mudança no regimento interno dependeria do apoio dos partidos.
Fonte: Simoneduarte