A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, se pronunciou após a operação Vérnix, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Polícia Civil de São Paulo. O advogado Bruno Ferullo, responsável pela defesa, enfatizou que o cumprimento de medidas cautelares não deve ser interpretado como presunção de culpabilidade, ressaltando que o caso ainda está em fase de inquérito policial.
Ferullo afirmou que as investigações se baseiam em indícios e suspeitas, que têm peso probatório limitado e devem ser submetidos ao contraditório antes de qualquer conclusão. Ele também mencionou que as acusações contra Marcola envolvem suposta participação em organização criminosa e lavagem de capitais, relacionadas a movimentações financeiras de terceiros e a um vínculo indireto com uma empresa de transportes investigada.
A defesa pediu à imprensa e à sociedade que respeitem a presunção de inocência, um direito fundamental, evitando conclusões precipitadas que possam prejudicar o processo e a imagem dos envolvidos antes de um pronunciamento judicial definitivo.
A Operação Vérnix, conforme noticiado, teve início a partir de uma investigação que começou em 2019, após a apreensão de bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau. Os documentos revelaram informações sobre a dinâmica interna do PCC e possíveis ataques a agentes públicos. A investigação levou à identificação de uma transportadora em Presidente Venceslau, reconhecida judicialmente como um meio utilizado para lavagem de dinheiro pelo crime organizado.
A segunda fase da operação, chamada Lado a Lado, revelou movimentações financeiras incompatíveis e o uso da transportadora como um braço financeiro do PCC. Durante essa fase, foram apreendidos um celular e analisadas mensagens de pessoas ligadas à facção, que indicaram repasses financeiros a Deolane Bezerra e vínculos com um dos gestores da transportadora.
A ação resultou em seis mandados de prisão preventiva e ordens de busca e apreensão, incluindo Marcola, seu irmão Alejandro Camacho e dois sobrinhos. As investigações apontam para um esquema de ocultação de patrimônio que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa.
Fonte: Metropoles