A Comissão de Belas Artes dos Estados Unidos aprovou o design do Arco do Triunfo que o presidente Donald Trump pretende construir em Washington. A decisão foi tomada em meio a uma forte resistência pública ao projeto, que terá aproximadamente 76 metros de altura.
O monumento, que se assemelha ao famoso Arco do Triunfo de Paris, será localizado às margens do Rio Potomac e contará com uma figura semelhante à Estátua da Liberdade segurando uma tocha no topo, além de duas águias douradas. Os quatro leões que estavam previstos para a base foram removidos do projeto final.
O design inclui as frases 'Uma Nação Sob Deus' e 'Liberdade e Justiça para Todos', que fazem parte do juramento de fidelidade dos Estados Unidos. O local também terá um mirante público com vista panorâmica da cidade.
Anunciado por Trump em abril, o projeto é visto como uma celebração do 250º aniversário da independência dos EUA. Os desenhos foram elaborados pelo escritório Harrison Design, de Washington, e o presidente descreveu a construção como 'o maior e mais bonito arco triunfal do mundo'.
Entretanto, o projeto enfrenta críticas. Um grupo de veteranos e um historiador moveram uma ação na Justiça federal para impedir a construção, alegando que o arco prejudicaria a linha de visão entre o Memorial Lincoln e a Arlington House, no Cemitério Nacional de Arlington.
Trump e o secretário do Interior, Doug Burgum, argumentam que Washington é a única grande capital ocidental sem um arco triunfal. O Departamento do Interior, que supervisiona o Serviço Nacional de Parques, é responsável pela área onde o monumento será erguido.
Além do arco, Trump propôs outras mudanças na cidade, como a adição de um revestimento azul ao espelho d’água do Memorial Lincoln, que também está sendo contestada judicialmente. A organização The Cultural Landscape Foundation argumenta que essa alteração viola leis federais de preservação histórica.
Uma audiência sobre o caso estava agendada para ocorrer em um tribunal federal de Washington. As propostas de Trump para a cidade têm gerado debates sobre a preservação do caráter histórico da região.