Durante um evento em Brasília, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fez uma brincadeira ao se referir ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, como 'irmão em Cristo'. A declaração ocorreu em comemoração à autorização dada pelo magistrado para que o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, pudesse cortar o cabelo.
Nosso ministro… Vou profetizar aqui, porque Deus transformou Saulo em Paulo. Nosso irmão em Cristo, Alexandre de Moraes, liberou o cabeleireiro, e ele [Bolsonaro] está com aquele cabelinho cortadinho, jogadinho, aqueles olhos azuis brilhantes — afirmou Michelle, fazendo referência a uma passagem bíblica.
Ela também comentou que sua atuação política não visa uma candidatura nacional, mas sim a eleição de um maior número de mulheres.
Quero falar para vocês que aceitei um desafio muito grande de percorrer o Brasil. E não era porque eu queria uma candidatura nacional, não. Eles falam, eles nem sabem o que falam — disse.
As declarações foram feitas durante o lançamento da pré-campanha de Maria Amélia, pré-candidata a deputada federal pelo PL do Distrito Federal e amiga de Michelle. A ex-primeira-dama tem sido uma das principais articuladoras pela prisão domiciliar do marido e se encontrou com Moraes em diversas ocasiões para solicitar a autorização.
Em 23 de março, Michelle visitou o gabinete de Moraes para reforçar o pedido, e no dia seguinte, o ministro concedeu a medida, que foi inicialmente autorizada por 90 dias.
O bônus é de todos aqueles que foram até o STF, até o ministro Alexandre de Moraes, interceder por essa prisão domiciliar — declarou Michelle.
Michelle também comentou que não está se envolvendo na crise da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, afirmando que precisa cuidar do marido. Ela tem se dedicado à rotina de Jair Bolsonaro em casa e, apesar da sobrecarga, continua a trabalhar para apoiar suas aliadas nas eleições.
Nos bastidores, o nome de Michelle foi mencionado como uma alternativa, diante das incertezas sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro, mas até o momento, o PL não considera substituir o senador.