O presidente Donald Trump declarou que os Estados Unidos estão 'libertando Cuba', logo após o indiciamento do ex-presidente cubano Raúl Castro pelo Departamento de Justiça dos EUA. Castro, de 94 anos, enfrenta acusações de quatro homicídios, dois crimes de destruição de aeronave e um crime de conspiração para matar cidadãos americanos.
O procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, afirmou que espera que Raúl Castro compareça a um tribunal americano 'por sua própria vontade ou por outros meios', e expressou a expectativa de que o ex-mandatário seja condenado e 'acabe atrás das grades'.
As acusações estão ligadas a um incidente ocorrido há 30 anos, quando dois aviões civis do grupo Brothers to the Rescue foram derrubados em fevereiro de 1996, resultando na morte de quatro tripulantes, três deles cidadãos americanos. Na época, Raúl Castro era ministro da Defesa e seu irmão, Fidel Castro, governava Cuba.
Trump enfatizou que os EUA não tolerarão um 'estado pária' que abriga operações militares e terroristas a apenas 145 quilômetros de seu território. O indiciamento de Castro é visto como um episódio delicado nas relações entre os dois países.
Raúl Castro, que completará 95 anos em breve, foi um dos líderes da revolução cubana e atuou como ministro da Defesa por 50 anos. Ele assumiu a presidência em 2008, promovendo algumas reformas econômicas e restabelecendo relações diplomáticas com os EUA em 2014, um processo que foi interrompido com a chegada de Trump ao poder.
Desde a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, os EUA têm pressionado Cuba a implementar reformas em seu sistema político e econômico, enquanto o governo cubano rejeita as exigências, alegando soberania nacional. O embargo petrolífero imposto pelos EUA agravou a crise energética em Cuba.