A Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO) emitiu um alerta sobre o potencial aumento nos preços dos alimentos em todo o mundo devido à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, além do fechamento do Estreito de Ormuz. O bloqueio dessa rota, crucial para o transporte de cerca de 20% do petróleo mundial, pode levar a uma crise global de preços alimentares em um período de seis a doze meses.
Os efeitos do bloqueio parcial, que começou no final de fevereiro, já são perceptíveis. O Índice de Preços dos Alimentos da FAO indicou um aumento nos preços internacionais de cestas de produtos alimentícios por três meses consecutivos, com a alta sendo impulsionada principalmente pelo aumento do preço do petróleo e pela interrupção no comércio de fertilizantes.
Para mitigar a crise, a FAO recomendou a adoção de rotas de transporte alternativas, como a Península Arábica e o Mar Vermelho, além da remoção de restrições às exportações de petróleo, fertilizantes e insumos que passam pelo Estreito de Ormuz.
Embora embarcações de países não aliados aos EUA e Israel tenham permissão para transitar no estreito mediante pagamento de pedágio, o bloqueio parcial imposto pelo Irã persiste. Teerã justifica essa ação como uma retaliação à guerra iniciada por forças norte-americanas e israelenses na região. Como resultado das interrupções na rota, o preço do petróleo disparou, ultrapassando a marca de US$ 100.