Os presidentes da Rússia e da China, Vladimir Putin e Xi Jinping, iniciaram uma série de encontros em Pequim, poucos dias após a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao país asiático. O Kremlin e a mídia estatal chinesa informaram que os líderes discutirão temas como cooperação econômica, comércio bilateral e questões regionais e globais.
As relações entre Putin e Xi se fortaleceram desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, levando o presidente russo a visitar Pequim anualmente. Antes da viagem, Putin destacou que os laços entre os dois países alcançaram um nível "sem precedentes", enquanto Xi afirmou que a cooperação bilateral continua a se aprofundar.
A reunião é considerada simbólica, especialmente após a tentativa de Trump de estabilizar as relações entre Estados Unidos e China. Analistas sugerem que Putin busca reafirmar a proximidade com Xi e entender como a recente aproximação entre China e EUA pode impactar os interesses russos.
Embora a visita de Putin não tenha a mesma pompa que a de Trump, a relação entre os dois líderes não requer gestos de apaziguamento, conforme Patricia Kim, da Brookings Institution. Ela também indicou que é provável que Xi informe Putin sobre sua reunião com Trump.
Para a Rússia, é crucial manter uma parceria sólida com a China em meio ao isolamento ocidental. A China se tornou o principal parceiro comercial da Rússia, especialmente na compra de petróleo sob sanções internacionais. Putin busca garantir que os avanços nas relações entre China e EUA não prejudiquem os interesses russos.
Por sua vez, Xi vê a relação com a Rússia como estratégica, especialmente nas áreas de energia e comércio. A China mantém uma posição de neutralidade em relação à guerra na Ucrânia, defendendo negociações de paz sem condenar a ofensiva russa. Especialistas afirmam que Pequim tenta equilibrar seu apoio à Rússia com suas relações econômicas com o Ocidente, enquanto busca garantir acesso estável a energia.