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Pesquisa revela desconhecimento sobre rejeição de indicado ao STF

Uma pesquisa Datafolha indica que 59% dos brasileiros não souberam da rejeição de Jorge Messias ao STF pelo Senado, uma derrota significativa para o governo Lula.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Uma recente pesquisa realizada pelo Datafolha revelou que a maioria da população brasileira, 59%, não estava ciente da rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal pelo Senado. Este episódio é considerado uma derrota histórica para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Dos entrevistados que souberam da rejeição, 19% se disseram bem informados, enquanto 18% afirmaram estar mais ou menos informados e 4% se consideraram mal informados. A pesquisa foi realizada com 2.004 pessoas em 139 municípios entre os dias 12 e 13 de outubro, com uma margem de erro de dois pontos percentuais.

Entre aqueles que acompanharam o caso, 53% acreditam que a rejeição de Messias enfraqueceu o governo federal. Apenas 7% consideraram que o Planalto saiu fortalecido, enquanto 36% não perceberam impacto político.

Curiosamente, o desconhecimento sobre a rejeição foi semelhante entre evangélicos e a população em geral, com 59% de ambos os grupos afirmando não saber do ocorrido. No entanto, o desconhecimento foi maior entre eleitores de Lula, com 61%, em comparação a 50% entre apoiadores de Flávio Bolsonaro. Entre eleitores que planejam votar em branco ou nulo, o índice sobe para 72%.

A rejeição de Jorge Messias ao STF é a primeira desde 1894, quando cinco indicações de Floriano Peixoto foram barradas. Messias obteve 34 votos favoráveis, abaixo dos 41 necessários para aprovação, enquanto 42 senadores votaram contra.

Apesar da derrota, Lula teria manifestado a aliados a intenção de reenviar o nome de Messias ao Senado, buscando reafirmar a prerrogativa presidencial na escolha de ministros do STF. Essa possibilidade pode gerar uma disputa jurídica, já que uma norma do Senado, em vigor desde 2010, proíbe a reindicação do mesmo nome no mesmo ano.

Além disso, há a expectativa de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, possa dificultar a tramitação de uma nova indicação, mesmo que o governo opte por outro nome. Nos bastidores, Alcolumbre teria defendido outro candidato e atuado para a derrota de Messias, enquanto parlamentares ligados ao bolsonarismo intensificaram críticas ao STF.

Durante a sabatina, o senador Sergio Moro sugeriu que a vaga deixada por Luís Roberto Barroso fosse preenchida apenas após as eleições presidenciais, o que gerou uma reação do senador Rogério Carvalho, que considerou essa fala uma tentativa de esvaziar os poderes do presidente e fez referência aos atos golpistas de 8 de janeiro.

Lula, em conversas com aliados, reafirma que a escolha do indicado ao STF é uma prerrogativa do presidente da República e que a rejeição não foi uma derrota pessoal para Messias, mas sim para seu governo.

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