A Polícia Federal decidiu transferir Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, para uma cela comum na superintendência do órgão em Brasília. Anteriormente, ele estava em uma cela destinada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar.
No final do mês passado, a PF solicitou ao ministro do STF, André Mendonça, que Vorcaro fosse levado de volta ao Presídio Federal de Brasília, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda. O ex-banqueiro está sob custódia da PF desde 19 de março, quando manifestou interesse em assinar um acordo de delação premiada.
Conforme informações da coluna de Mônica Bergamo, o ministro Mendonça expressou a interlocutores que não pretende homologar a proposta de delação nos termos apresentados. Ele demonstrou insatisfação com o que considera omissões por parte de Vorcaro e tentativas de proteger aliados em sua colaboração.
Embora a posição do ministro tenha sido divulgada antes da entrega dos documentos da delação, ela se baseou em informações preliminares. A negociação do acordo envolve a defesa de Vorcaro, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal.
A defesa de Vorcaro não se manifestou sobre a transferência de cela. Para que sua delação seja aceita, o ex-banqueiro precisará apresentar provas inéditas e indicar a possibilidade de recuperação de valores obtidos de forma fraudulenta.
Além disso, Vorcaro deve se antecipar ao ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, cuja delação está em andamento. Espera-se que o termo de confidencialidade da delação de Costa seja assinado até o final desta semana. Costa está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, onde cumpriu pena antes da decisão que permitiu a prisão domiciliar de Bolsonaro.