Em uma nova investida contra a imprensa, Donald Trump expressou sua insatisfação com a cobertura da guerra no Irã. O presidente dos Estados Unidos afirmou que muitos veículos de comunicação estão disseminando 'notícias falsas' e que, na sua visão, a mídia 'perdeu completamente o rumo'.
Por meio de uma publicação na Truth Social, Trump fez uma ironia sobre a possibilidade de uma rendição total do Irã, sugerindo que, mesmo em tal cenário, a imprensa americana ainda apresentaria a situação como uma vitória para o país persa. Ele declarou: 'Se o Irã se render, admitindo que sua Marinha desapareceu, que sua Força Aérea já não existe e que todo o Exército deixar Teerã com as mãos erguidas gritando “eu me rendo, eu me rendo”, os veículos de imprensa ainda vão escrever que o Irã venceu os Estados Unidos.'
Trump também fez menção a veículos específicos, ampliando suas críticas. Ele afirmou que, mesmo com uma rendição formal por parte do Irã, a cobertura da mídia continuaria a retratar o país como vencedor. 'O falido New York Times, o China Street Journal (WSJ!), a corrupta e agora irrelevante CNN e todos os outros integrantes da mídia de notícias falsas estamparão nas manchetes que o Irã conquistou uma vitória magistral sobre os Estados Unidos da América, quando, na verdade, não houve nem comparação', escreveu.
Além disso, Trump acusou os democratas e a mídia de terem 'enlouquecido completamente'.
A ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irã teve início em 28 de fevereiro, e um acordo de cessar-fogo foi estabelecido em abril, com vigência a partir do dia 8. Desde então, as negociações para um possível acordo de paz têm avançado lentamente.
No dia anterior, Trump havia feito uma nova ameaça ao Irã, afirmando que 'não restará nada' do país se as negociações não forem aceleradas. 'Para o Irã, o tempo está se esgotando, e é melhor que eles se apressam rapidamente ou não sobrará nada deles. O tempo é essencial!', escreveu na Truth Social.
Essa declaração ocorreu após uma conversa telefônica de aproximadamente 30 minutos entre Trump e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, onde discutiram a possibilidade de retomar a ofensiva militar contra o Irã. Durante a ligação, Trump também comentou sobre sua recente viagem à China.