Nesta terça-feira (19), os corpos de mais dois mergulhadores italianos que faleceram em um acidente de mergulho nas Maldivas foram recuperados. O governo local havia informado que os quatro corpos dos mergulhadores foram localizados na segunda-feira (18). Um quinto italiano, que também estava no grupo, teve seu corpo recuperado na última quinta-feira (15).
De acordo com a agência italiana Ansa, os socorristas planejam recuperar dois dos quatro corpos na terça-feira e os outros dois na quarta-feira (20). A operação foi considerada de alto risco, especialmente após a inclusão de mergulhadores finlandeses nos esforços de busca.
As vítimas incluem Monica Montefalcone, professora de Ecologia, sua filha Giorgia Sommacal, Muriel Oddenino di Poirino, e os instrutores de mergulho Gianluca Benedetti e Federico Gualtieri. O corpo de Benedetti foi recuperado na quinta-feira. Além disso, um mergulhador que participava das buscas, o sargento-mor Mohamed Mahudhee, faleceu no sábado (16) devido a um incidente de descompressão.
Este acidente é considerado o pior já registrado nas Maldivas, onde as autoridades locais classificaram a operação de busca como de alto risco devido à profundidade das cavernas submarinas. O porta-voz da presidência das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef, destacou que a caverna é tão profunda que mergulhadores, mesmo com equipamentos adequados, evitam entrar.
Os mergulhadores estavam explorando cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade no Atol de Vaavu, onde a profundidade máxima recomendada para mergulho recreativo é de 30 metros. O atol, que é uma formação geológica composta por ilhas e recifes de coral, é conhecido por suas características desafiadoras e rica biodiversidade marinha.
As Maldivas, um arquipélago de 1.192 ilhas de coral, são um destino popular entre mergulhadores, mas acidentes durante mergulhos são comuns. Nos últimos seis anos, 112 turistas morreram em incidentes marítimos no arquipélago.