Um dos maiores ataques de drones ucranianos contra a Rússia desde o início do conflito ocorreu neste domingo, resultando na morte de pelo menos quatro pessoas, incluindo três nas proximidades de Moscou, e ferindo outras 15.
As autoridades locais relataram que a ofensiva envolveu mais de 80 drones. O Ministério da Defesa da Rússia informou que, entre as 22h do dia anterior e as 7h deste domingo, suas defesas antiaéreas interceptaram e destruíram 556 drones de asa fixa em 14 regiões, incluindo a Crimeia e os mares Negro e de Azov.
O governador da região de Moscou, Andrei Vorobiov, detalhou que uma mulher morreu em Khimki após um drone atingir uma casa, enquanto um homem ficou preso sob os escombros. Em Pogorelki, dois homens perderam a vida devido à queda de um drone em uma construção.
Além das fatalidades, vários edifícios e residências foram danificados em Krasnogorsk e Istra, resultando em ferimentos em quatro pessoas. Um incêndio foi registrado em Subbotino após a queda de um drone.
O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, informou que 12 pessoas ficaram feridas, a maioria trabalhadores de uma refinaria, mas garantiu que o funcionamento da usina não foi interrompido. Três casas também sofreram danos.
Durante a noite, Sobyanin atualizou sobre a derrubada de drones, totalizando 81, o que eleva para mais de 120 o número de abates nas últimas 24 horas. O ataque anterior significativo ocorreu em 14 de março, quando 65 drones foram derrubados.
A agência de notícias EFE observou a presença de pelo menos dois drones ucranianos de longo alcance em Moscou, com explosões sendo ouvidas nas proximidades do aeroporto de Domodedovo.
Em resposta ao ataque, as autoridades interromperam temporariamente as operações dos quatro aeroportos internacionais de Moscou, com mais de 50 voos sendo desviados para terminais alternativos. Em Sebastopol, as defesas antiaéreas derrubaram 25 drones, causando danos a uma linha de alta tensão.