A Long Island Railroad (LIRR), um dos principais sistemas de trens suburbanos dos Estados Unidos, enfrenta uma greve que começou neste sábado, resultando na interrupção de seus serviços. A paralisação foi iniciada por aproximadamente 3.500 trabalhadores após a falha nas negociações salariais, conforme comunicado do sindicato.
A LIRR atende cerca de 300 mil passageiros diariamente, e a Autoridade de Transporte Metropolitano de Nova York (MTA) confirmou a suspensão do serviço em seu site oficial. O sindicato International Brotherhood of Teamsters informou que a greve foi motivada por um grupo de cinco sindicatos, destacando que os trabalhadores não receberam reajustes salariais nos últimos três anos durante as negociações.
Em resposta à situação, a operadora do sistema recomendou que os usuários evitem viagens não essenciais e considerem o trabalho remoto. A MTA anunciou que haverá um serviço limitado de ônibus fretados durante a semana para trabalhadores essenciais e aqueles que não podem trabalhar de casa.
Mark Wallace, presidente da Brotherhood of Locomotive Engineers and Trainmen, afirmou que a greve poderia ter sido evitada se a MTA e a LIRR tivessem oferecido termos razoáveis, conforme recomendado pelo governo. Ele expressou a esperança de que a LIRR leve a situação a sério para evitar mais interrupções para os nova-iorquinos.
Nick Peluso, vice-presidente nacional do Transportation Communications Union, mencionou que a diferença nas propostas salariais era de cerca de 1%. A MTA declarou que continuará as negociações com os sindicatos para resolver a greve.
A governadora de Nova York, Kathy Hochul, comentou que a MTA tentou negociar de boa-fé, apresentando propostas justas, mas ressaltou que um acordo não pode ser alcançado se uma das partes não se comprometer. Ela instou as partes a retornarem à mesa de negociações.
Janno Lieber, CEO da MTA, afirmou que não poderia aceitar um acordo que comprometeria o orçamento da agência, mas indicou que a última oferta rejeitada atendia às demandas salariais dos sindicatos. A greve ocorre às vésperas do feriado prolongado Memorial Day, que homenageia os militares americanos falecidos em combate.