A Polícia Federal (PF) executa mandados de busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o proprietário da Refit, Ricardo Magro. As ações ocorrem em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
No total, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de cargos públicos em estados como Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. Além de Castro e Magro, outros alvos da operação incluem Guaracy Viana, desembargador afastado, Renan Saad, ex-procurador do estado, e Juliano Pasqual, ex-secretário da Fazenda do RJ.
O STF também ordenou o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros do grupo Refit e a suspensão das atividades econômicas da empresa. As investigações estão relacionadas a um esquema de sonegação fiscal que envolve a antiga refinaria de Manguinhos, que recebeu incentivos fiscais durante a gestão de Cláudio Castro.
O ministro Moraes incluiu o nome de Ricardo Magro na Difusão Vermelha da Interpol, tornando-o procurado internacionalmente em 196 países. A solicitação da PF à Interpol será analisada, e a inclusão pode resultar em prisão em qualquer país membro.
A defesa de Cláudio Castro afirmou que foi pega de surpresa pela operação e que ainda não teve acesso ao pedido de busca e apreensão. Castro se declarou à disposição da Justiça, ressaltando que sua gestão seguiu critérios técnicos e legais, especialmente em relação aos incentivos fiscais.
A Refit, por sua vez, defendeu que as questões tributárias estão sendo discutidas judicialmente e que a empresa herdou passivos de administrações anteriores. A companhia também negou qualquer envolvimento com o crime organizado e afirmou que as operações prejudicam a concorrência no setor de combustíveis.
Fonte: Polemicaparaiba