A dissidência da extinta guerrilha das Farc, sob o comando do guerrilheiro Iván Mordisco, declarou uma trégua nesta sexta-feira (15) para as eleições presidenciais que ocorrerão em 31 de maio. O anúncio ocorre em um contexto de alta violência no país, que enfrenta sua pior crise de segurança em uma década.
O Estado-Maior Central, liderado por Mordisco, informou em um comunicado que haverá uma
suspensão de operações militares ofensivas
entre 20 de maio e 10 de junho, com o objetivo de proporcionar "condições de tranquilidade suficientes para que o povo colombiano vá maciçamente às urnas".
O presidente Gustavo Petro, que tenta implementar uma política de "paz total", já havia tentado negociar com Mordisco, mas sem sucesso. A situação de segurança se agravou após um ataque em abril, onde 21 pessoas foram mortas em um atentado com explosivos, considerado o pior contra civis em duas décadas.
Atualmente, após o desarmamento das Farc, que se transformou em partido político, Petro mantém negociações apenas com o Clã do Golfo, um poderoso cartel de narcotráfico, e algumas guerrilhas menores. Nas eleições, os principais candidatos incluem o senador esquerdista Iván Cepeda, que defende a continuidade das negociações, e candidatos que prometem uma abordagem mais rigorosa contra o crime.
A violência também impacta os candidatos. O senador Miguel Uribe foi assassinado em um atentado em Bogotá, enquanto Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia relataram ameaças de morte, levando a um aumento na segurança pessoal. Petro também mencionou um plano de atentado contra Cepeda, que é o favorito nas pesquisas.