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Paraíba registra menor taxa de desocupação em 14 anos no 1º trimestre

No primeiro trimestre de 2026, a taxa de desocupação da Paraíba caiu para 7%, o menor índice em 14 anos. O número de pessoas ocupadas aumentou em 87 mil, refletindo um crescimento de 5,4% em relação ao ano anterior.
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A Paraíba alcançou uma taxa de desocupação de 7% no primeiro trimestre de 2026, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o menor índice registrado no estado para o primeiro trimestre desde 2012.

Em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando a taxa era de 8,7%, houve uma redução de 1,7 ponto percentual no número de desocupados.

Entre os primeiros trimestres de 2025 e 2026, a Paraíba viu um aumento de 87 mil pessoas ocupadas, resultando em um crescimento de 5,4%. A população ocupada atingiu 1,709 milhão, em contraste com 1,621 milhão no ano anterior. Além disso, o número de desocupados caiu de 154 mil para 129 mil, uma diminuição de 16,1%.

No contexto do Nordeste, a Paraíba, junto com o Maranhão, apresenta as menores taxas de desocupação da região, com 7%. Os estados do Ceará e do Rio Grande do Norte seguem com taxas de 7,3% e 7,6%, respectivamente. Em contrapartida, Pernambuco, Alagoas e Bahia têm as maiores taxas, todas em 9,2%. Essa redução nas taxas de desocupação da Paraíba e do Maranhão contribuiu para a diminuição da média regional, que caiu de 9,8% para 8,4%.

O secretário de Estado da Fazenda da Paraíba, Marialvo Laureano, destacou que os dados mostram uma melhora significativa no mercado de trabalho, mesmo considerando que o primeiro trimestre é historicamente desafiador devido a fatores sazonais. Ele atribuiu a baixa taxa de desocupação ao equilíbrio das contas públicas e ao investimento em obras estruturantes, além da colaboração com o setor privado na geração de empregos.

Os segmentos que mais empregam na Paraíba, segundo a Pnad Contínua, incluem: Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (370 mil); Comércio e reparação de veículos (306 mil); Informação e comunicação (197 mil); Construção (170 mil); Agricultura e pecuária (154 mil); e Indústria geral (147 mil).

A Pnad Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho no Brasil, abrangendo pessoas a partir de 14 anos e considerando diversas formas de ocupação. A amostra inclui 211 mil domicílios em 3.500 municípios, com a participação de cerca de dois mil entrevistadores.

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