O líder norte-coreano Kim Jong-un determinou um incremento na produção de munições de diversos calibres e armamentos leves, como obuseiros e morteiros. A ordem foi dada durante uma inspeção a fábricas do setor, destacando a necessidade de modernizar a infraestrutura de produção do país.
De acordo com a mídia estatal, essa decisão visa atender à demanda futura das forças armadas. Apesar de estar tecnicamente em guerra com a Coreia do Sul desde 1953, a Coreia do Norte não se envolveu em conflitos diretos recentemente.
Um relatório do Grupo Multilateral de Monitoramento de Sanções (MSMT), que inclui 11 países da ONU, sugere que armamentos norte-coreanos podem ter sido utilizados na Europa. O documento, publicado em 2025, alegou que Pyongyang forneceu mais de 9 milhões de munições, além de veículos de guerra e mísseis balísticos, à Rússia, que os teria utilizado em ataques na Ucrânia.
Em troca, a Rússia ofereceu tecnologia para o programa de mísseis balísticos e sistemas de defesa antiaérea da Coreia do Norte. Essa cooperação militar infringe resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Um ano antes, líderes dos dois países assinaram um acordo de parceria estratégica que previa assistência militar mútua em caso de ataques por terceiros.
Embora Kim Jong-un nunca tenha reconhecido publicamente a transferência de armas para a Rússia, ele confirmou o envio de soldados norte-coreanos em meados de 2024 para ajudar a conter a ofensiva da Ucrânia em Kursk.