O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inicia nesta quarta-feira uma viagem à China, onde se reunirá pelo menos três vezes com o líder chinês, Xi Jinping. Entre os assuntos a serem discutidos estão a guerra no Irã, a questão de Taiwan, comércio e inteligência artificial.
Este reencontro ocorre em um contexto diferente da última reunião, em outubro de 2025, na Coreia do Sul. Internamente, Trump enfrenta pressões, com uma pesquisa indicando que sua desaprovação atingiu 59,8% neste mês, e 62,8% dos entrevistados acreditam que suas políticas econômicas pioraram a situação do país.
Analistas apontam que questões econômicas, como a trégua na guerra comercial entre EUA e China, devem ser centrais na visita. O cientista político Leandro Gabiati destaca que tarifas e cadeias industriais são temas de interesse mútuo, visando estabilizar as relações entre os dois países.
A comitiva de Trump inclui empresários da Tesla e Apple, sugerindo que a área tecnológica também será abordada. Espera-se que temas como inteligência artificial, exportações de tecnologias e minerais de terras raras sejam discutidos.
A agenda de Trump na China inclui uma recepção por Xi Jinping, reuniões bilaterais e um banquete de Estado. A viagem, inicialmente prevista para março, foi adiada devido à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, que impacta a comunidade internacional.
Trump confirmou que planeja uma "longa conversa" com Xi sobre o conflito no Irã, embora afirme não precisar de ajuda. A China, como maior parceira comercial do Irã, pode influenciar as negociações entre os países.
A questão de Taiwan também será discutida, especialmente a venda de armas dos EUA para a ilha. A embaixada da China nos EUA já alertou que Taiwan é uma linha vermelha nas relações bilaterais.