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Jean Nunes defende integração no combate ao crime organizado em evento com Lula

O secretário de Segurança da Paraíba, Jean Nunes, enfatizou a importância da colaboração entre diferentes esferas de governo no combate ao crime organizado durante evento com o presidente Lula.
Foto: Fonte83

O secretário de Estado da Segurança e Defesa Social da Paraíba, Jean Nunes, destacou a necessidade de uma abordagem integrada entre as esferas de governo e instituições para enfrentar o crime organizado no Brasil. Suas declarações ocorreram durante o lançamento do programa federal "Brasil Contra o Crime Organizado", apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nunes, que também preside o Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública, enfatizou que o combate às organizações criminosas requer uma colaboração efetiva entre as forças estaduais, federais e municipais, além de uma atuação conjunta do sistema de justiça.

O enfrentamento ao crime organizado não comporta atuação isolada. É necessário integração, diálogo e construção conjunta de soluções — afirmou.

O secretário ressaltou que a proteção da população está diretamente ligada a esse tema e que o crescimento das organizações criminosas exige respostas articuladas entre diversas instituições do Estado. Durante o evento, o novo programa federal foi detalhado, apresentando ações estruturadas de combate ao crime organizado em quatro eixos principais: enfraquecimento das estruturas financeiras das facções, reforço do sistema prisional, qualificação das investigações de homicídios e combate ao tráfico de armas e explosivos.

A iniciativa também inclui investimentos diretos e a criação de uma linha de crédito voltada para a segurança pública, com recursos destinados à modernização das forças policiais em estados e municípios. O Governo Federal anunciou que o programa contará com mais de R$ 11 bilhões em investimentos, divididos entre ações operacionais e aquisição de equipamentos, tecnologia e infraestrutura.

Entre os itens previstos estão viaturas, drones, sistemas de videomonitoramento, câmeras corporais, equipamentos de comunicação e ferramentas tecnológicas para investigação e perícia criminal. Jean Nunes avaliou que a iniciativa reforça a necessidade de articulação entre os entes federativos e defendeu que o enfrentamento ao crime organizado deve envolver também o sistema de Justiça, incluindo o Ministério Público, Judiciário e Defensoria Pública.

O desafio é coletivo e exige responsabilidade compartilhada entre todas as instituições que compõem o sistema de segurança e justiça criminal — concluiu.

O programa "Brasil Contra o Crime Organizado" se apresenta como uma estratégia nacional para lidar com estruturas criminosas em diferentes níveis, desde o financiamento até a atuação territorial das facções, com foco na coordenação entre a União, estados e municípios.

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