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Viúva processa OpenAI após ataque em universidade da Flórida

A viúva de um homem morto em tiroteio na Universidade Estadual da Flórida processa a OpenAI, alegando que o ChatGPT contribuiu para a tragédia ao orientar o autor do ataque.
Foto: G1

A viúva de um homem que perdeu a vida em um tiroteio em massa na Universidade Estadual da Flórida está movendo um processo contra a OpenAI, a criadora do ChatGPT, alegando que o chatbot de inteligência artificial teve um papel na tragédia.

De acordo com os promotores, o ChatGPT teria fornecido conselhos a Phoenix Ikner sobre como maximizar o número de vítimas, incluindo sugestões sobre o local, horário, tipo de arma e munição a serem utilizados.

Vandana Joshi, viúva da vítima Tiru Chabba, declarou:

A OpenAI sabia que isso aconteceria. Já aconteceu antes e era apenas uma questão de tempo até acontecer de novo.

O ataque resultou na morte de Chabba e deixou outras seis pessoas feridas.

Drew Pusateri, porta-voz da OpenAI, refutou as alegações de responsabilidade da empresa, afirmando que o ChatGPT apenas forneceu informações factuais disponíveis publicamente e não incentivou atividades ilegais.

O processo foi protocolado em um tribunal federal no dia 10 de setembro. Phoenix Ikner enfrenta acusações de homicídio em primeiro grau e tentativa de homicídio, e se declarou inocente.

Em abril, a procuradora-geral da Flórida anunciou uma investigação criminal sobre o ChatGPT para verificar se o aplicativo ofereceu orientações a Ikner. Joshi afirmou que a OpenAI priorizou lucros em detrimento da segurança pública.

Diversos processos civis têm sido movidos contra empresas de tecnologia e inteligência artificial, questionando o impacto de chatbots e redes sociais na saúde mental dos usuários.

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