Uma passageira francesa que estava no cruzeiro MV Hondius foi diagnosticada com hantavírus após retornar à Europa. A confirmação veio da ministra da Saúde da França, Stéphanie Rist, que informou que a mulher começou a apresentar sintomas durante a viagem, com agravamento após o retorno.
A paciente está sendo tratada em um hospital especializado em doenças infecciosas. Quatro outros franceses que viajavam com ela testaram negativo, mas permanecem sob monitoramento e devem realizar novos exames.
As autoridades de saúde identificaram 22 pessoas que tiveram contato com a passageira e estão sendo avaliadas. Este caso se insere em um surto de hantavírus associado ao cruzeiro, que já resultou em três mortes e nove casos confirmados, sendo sete deles verificados.
Nos Estados Unidos, um passageiro do navio também testou positivo, embora não apresente sintomas até o momento. Após a chegada do navio às Ilhas Canárias, passageiros de várias nacionalidades foram repatriados em voos organizados pelos respectivos governos, com medidas de proteção e desinfecção implementadas durante o desembarque.
Apesar das preocupações, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que o risco para a população em geral é baixo. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, enfatizou que "esta não é outra Covid" e pediu para que as pessoas não entrem em pânico.
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com roedores silvestres ou ambientes contaminados. Em casos específicos, como a cepa Andes, pode ocorrer transmissão entre pessoas, geralmente em situações de contato próximo e prolongado.