O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou sua rejeição à resposta do Irã a uma proposta americana para encerrar o conflito no Oriente Médio. Em uma postagem na plataforma Truth Social, Trump descreveu a resposta como "TOTALMENTE INACEITÁVEL", sem fornecer detalhes sobre seu conteúdo.
A resposta do Irã, que foi enviada através do Paquistão, propunha o fim imediato da guerra em todas as frentes, a suspensão do bloqueio naval imposto pelos EUA, garantias contra novos ataques e o levantamento das sanções econômicas, incluindo as restrições à venda de petróleo.
Além disso, o Irã sugeriu a diluição de parte de seu urânio enriquecido e a transferência do restante para um terceiro país, além de exigir compensação pelos danos causados pela guerra. A proposta inicial dos EUA previa a interrupção dos combates antes de discutir questões mais sensíveis, como o programa nuclear iraniano, o que foi rejeitado por Teerã.
As negociações ocorrem em um momento crítico, com Trump sob pressão para resolver a crise no Oriente Médio antes de sua viagem à China. Durante essa viagem, ele deve se encontrar com o líder chinês Xi Jinping para discutir a situação.
A dificuldade dos EUA em obter apoio externo é evidente, já que países da Otan rejeitaram pedidos para enviar navios ao estreito de Hormuz sem um acordo de paz prévio. Apesar de um cessar-fogo parcial, a tensão na região se mantém alta, com drones sendo detectados sobre vários países do Golfo.
Os Emirados Árabes Unidos interceptaram drones vindos do Irã, enquanto o Qatar relatou que um cargueiro foi atingido por um drone em suas águas. O Kuwait também acionou suas defesas aéreas contra aeronaves não identificadas.
Entretanto, um navio operado pela QatarEnergy conseguiu atravessar o estreito de Hormuz em segurança, marcando a primeira travessia de um navio qatariano desde o início do conflito em fevereiro. Essa travessia foi vista como um gesto do regime iraniano para fortalecer a confiança com o Paquistão e o Qatar.
O conflito já causou instabilidade nos mercados de energia e levantou preocupações sobre os impactos na economia global, além de resultar em milhares de mortes, especialmente no Irã e no Líbano.
Em uma entrevista recente, Trump afirmou que levaria apenas duas semanas para atacar "todos os alvos restantes
no Irã, alegando que o país já estaria
militarmente derrotado". O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, também comentou que a guerra contra o Irã ainda não terminou, ressaltando a necessidade de desmantelar instalações nucleares.
O estreito de Hormuz, que antes do conflito era responsável por cerca de 20% do comércio global de petróleo, tornou-se um ponto crítico de tensão, com o Irã restringindo a circulação de embarcações estrangeiras desde o início dos combates.