A evacuação dos passageiros do cruzeiro MV Hondius, que enfrenta um surto de hantavírus, começou neste domingo no porto de Granadilla, em Tenerife, nas Ilhas Canárias. A operação, que envolve cerca de 150 ocupantes, está programada para ser finalizada até segunda-feira.
Os passageiros, vestidos com trajes de proteção azuis, estão sendo desembarcados em pequenos grupos e transportados de lancha até o porto, conforme informações da agência France Presse. A diretora da Proteção Civil da Espanha, Virginia Barcones, afirmou que, se tudo ocorrer conforme o planejado, o navio partirá para os Países Baixos na segunda-feira à noite, levando apenas parte da tripulação.
Os primeiros a desembarcar foram 14 passageiros espanhóis, que deixaram o navio por volta das 8h30 GMT e foram levados ao aeroporto de Tenerife Sul em ônibus da Unidade Militar de Emergência (UME). Após a chegada, passaram por desinfecção e trocaram de roupas antes de embarcar para Madri, onde ficarão em quarentena em um hospital militar.
A operação de repatriação inclui voos para diversos países, como Países Baixos, Canadá, Turquia, França, Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos. O último voo, com destino à Austrália, está agendado para segunda-feira.
Antes do início da evacuação, equipes médicas realizaram avaliações nos passageiros, que, até o momento, não apresentaram sintomas. O governo espanhol garantiu que a operação está sendo conduzida com todas as medidas de saúde pública necessárias.
O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, elogiou a coordenação da Espanha e da União Europeia durante a operação, ressaltando que o risco atual para a saúde pública relacionado ao hantavírus permanece baixo. Até agora, foram confirmados seis casos entre oito suspeitos, incluindo um casal holandês e uma passageira alemã.
O navio permanece ancorado no porto de Granadilla, sem atracar diretamente no cais, devido a precauções das autoridades locais. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, destacou a capacidade do país em lidar com crises, enquanto o papa Leão XIV expressou gratidão às Ilhas Canárias pela permissão para a operação.