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Três petroleiros atravessam Estreito de Ormuz em meio a tensões

Três navios petroleiros cruzaram o Estreito de Ormuz, destacando a fragilidade do cessar-fogo entre Irã e EUA. A região é vital para o transporte de petróleo e gás.
Foto: G1

Neste domingo, três navios petroleiros conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais cruciais do mundo para o transporte de petróleo e gás, em um contexto de crescente tensão entre Irã e Estados Unidos.

De acordo com a agência Reuters, um navio do Catar, transportando gás natural, fez a travessia pela primeira vez desde o início do conflito com o Irã, seguindo em direção ao Paquistão. A embarcação, que levava combustível essencial para o país asiático, navegou sem incidentes, apesar dos apagões enfrentados por falta de gás.

Embora a travessia tenha ocorrido sem problemas, a situação na região permanece volátil. O Kuwait relatou a presença de drones hostis em seu espaço aéreo, após uma série de confrontos e ataques isolados que ameaçam um cessar-fogo estabelecido há cerca de um mês.

O Irã teria permitido a passagem do navio do Catar como um gesto de boa vontade, em meio a esforços de negociação com o Paquistão para reduzir as tensões. Em contrapartida, autoridades iranianas advertiram que embarcações de países que apoiam as sanções dos EUA podem enfrentar dificuldades ao cruzar o estreito.

Os Estados Unidos aguardam uma resposta oficial do Irã a uma proposta para encerrar a guerra e iniciar negociações sobre questões delicadas, como o programa nuclear iraniano. O presidente Donald Trump expressou expectativa de uma resposta em breve, especialmente com sua viagem à China se aproximando.

A pressão por um acordo aumentou, uma vez que o conflito já impacta o mercado global de energia e levanta preocupações sobre a economia mundial. Antes do início da guerra, cerca de 20% do petróleo consumido globalmente passava pelo Estreito de Ormuz, mas o Irã tem restringido a circulação de navios estrangeiros na área.

Parlamentares iranianos estão discutindo um projeto para ampliar o controle do país sobre o estreito, incluindo a possibilidade de barrar embarcações de nações consideradas inimigas. Enquanto isso, os EUA tentam obter apoio internacional para garantir a segurança da navegação, enfrentando resistência de aliados da OTAN que hesitam em enviar navios militares sem um acordo de paz mais abrangente.

No último sábado, a Marinha do Irã declarou que responderá de forma 'pesada' a qualquer ataque a navios iranianos. O governo iraniano afirmou que mísseis e drones estão posicionados e prontos para ação, em resposta a bombardeios americanos a petroleiros iranianos durante o cessar-fogo.

O Irã também acusou os EUA de atacar áreas civis próximas ao estreito e reafirmou que não aceitará pressão militar nas negociações. O chanceler iraniano criticou Washington, afirmando que o país ampliou seu estoque de mísseis desde o início do conflito, enquanto Trump minimizou os ataques, alegando que não violaram o cessar-fogo.

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