O governo das Ilhas Canárias, na Espanha, anunciou que não autorizará a ancoragem do cruzeiro MV Hondius, que está lidando com um surto de hantavírus. A decisão foi tomada pouco antes do horário programado para a operação.
Conforme reportado pelo jornal 'ABC', a proibição de entrada do navio no porto local e o desembarque dos passageiros se deve a uma divergência sobre a duração da ancoragem. O governo local expressou descontentamento com a falta de respostas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de autoridades espanholas, incluindo a ministra da Saúde.
Em coletiva de imprensa, o presidente do governo das Ilhas Canárias, Fernando Clavijo, justificou a decisão, afirmando que a colaboração e a solidariedade são importantes, mas não devem comprometer a segurança sanitária da população local.
Neste mesmo dia, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chegou a Tenerife para monitorar a situação. Antes de sua chegada, ele havia publicado uma carta aberta, reconhecendo a preocupação dos habitantes e afirmando que os riscos associados ao cruzeiro são baixos.
Tedros também mencionou que, embora a cepa do hantavírus a bordo seja grave, o risco para a saúde pública em Tenerife permanece baixo. Ele expressou condolências às famílias das vítimas, que incluem um casal de passageiros holandeses e uma mulher alemã.
A situação reacendeu temores na região, que ainda se recupera dos efeitos da pandemia de Covid-19. Apesar das preocupações, a rotina em Granadilla seguiu normalmente, com atividades cotidianas como banhistas e feiras.
O último relatório da OMS indicou seis casos confirmados de hantavírus entre oito suspeitos, e todas as pessoas a bordo foram classificadas como 'contatos de alto risco'.