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Irã condiciona participação na Copa do Mundo a vistos para ex-membros da Guarda Revolucionária

A seleção do Irã confirmou sua participação na Copa do Mundo de 2026, mas impôs condições, incluindo a concessão de vistos para ex-integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica, como Mehdi Taremi e Ehsan Hajsafi.
Foto: G1

A Federação de Futebol do Irã anunciou que a seleção do país estará presente na Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá nos Estados Unidos, México e Canadá. No entanto, a participação está sujeita a várias exigências, incluindo a concessão de vistos americanos para dois ex-membros da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).

Os jogadores Mehdi Taremi e Ehsan Hajsafi, que já cumpriram serviço militar na IRGC, são os afetados pela condição. Taremi, considerado a principal esperança de gols da seleção, serviu na Marinha da IRGC entre 2010 e 2012.

A Guarda Revolucionária Islâmica, criada após a Revolução Iraniana de 1979, é uma força militar que atua em diversas áreas no Irã e é classificada pelos Estados Unidos como uma organização terrorista. Isso gera complicações para a concessão de vistos a indivíduos com vínculos com a IRGC.

O presidente da federação iraniana, Mehdi Taj, afirmou que todos os jogadores e membros da comissão técnica devem receber vistos sem problemas, especialmente aqueles que serviram na IRGC.

A confirmação da participação do Irã na Copa do Mundo ocorre após o Canadá ter negado a entrada do presidente da federação iraniana, que possui supostas ligações com a IRGC. O país apresentou 10 condições para sua participação, incluindo garantias sobre o tratamento da delegação iraniana durante o torneio.

  • Concessão de vistos e respeito à delegação iraniana
  • Respeito à bandeira e ao hino nacional
  • Reforço na segurança em aeroportos, hotéis e rotas até os estádios

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que os jogadores iranianos são bem-vindos, mas alertou que a entrada de membros da delegação com vínculos com a IRGC pode ser barrada. A Copa do Mundo está programada para começar em 11 de junho, com o Irã no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia.

Em meio a tensões entre Irã e Estados Unidos, houve relatos de ataques a petroleiros iranianos por militares americanos, com promessas de resposta militar por parte do Irã a qualquer tentativa de bloqueio naval.

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