O novo primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, assumiu o cargo em uma cerimônia realizada no último sábado, quase um mês após as eleições que resultaram na derrota do líder da extrema-direita, Viktor Orbán. O evento ocorreu sem a presença do antecessor.
Magyar, que lidera o partido de centro-direita Tisza, prometeu implementar mudanças significativas no país, em contraste com a postura conservadora e nacionalista de Orbán, que governou a Hungria por 16 anos. O novo primeiro-ministro sinalizou uma abordagem mais inclusiva em relação à Europa e à comunidade cigana.
O Tisza, sob a liderança de Magyar, obteve 54% dos votos nas eleições de 12 de abril, conquistando pelo menos dois terços das 199 cadeiras no parlamento. Essa vitória representa uma mudança significativa no cenário político húngaro, especialmente considerando que Magyar era um ex-membro do Fidesz, partido de Orbán, do qual se afastou em 2024.
O novo governo se compromete a abordar a insatisfação popular em relação à economia e às denúncias de corrupção, além de defender a liberação de fundos europeus e reformas no sistema de saúde. Orbán, por sua vez, acusou seus adversários de tentarem gerar 'caos' e conspirar com serviços de inteligência estrangeiros para influenciar o resultado das eleições.
Viktor Orbán, que governou a Hungria entre 1998 e 2002 e retornou ao poder em 2010, é conhecido por sua forte centralização institucional e por sua influência sobre a mídia. Sua gestão foi marcada por uma aproximação com líderes como Donald Trump e Vladimir Putin, além de polêmicas como a 'agenda anti-gay', que incluiu a aprovação de uma lei que impede casais do mesmo sexo de adotarem crianças.