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Andrei Rodrigues refuta pressão por delação em operação da PF

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, negou que a operação Compliance Zero tenha como objetivo pressionar Daniel Vorcaro a ampliar sua delação premiada. Ele destacou a legalidade do processo e a continuidade das in...
Foto: vorcaro

Durante a cerimônia de formação de novos agentes da Polícia Federal, Andrei Rodrigues abordou a recente fase da operação Compliance Zero, que ocorreu na quinta-feira. Ele afirmou que a ação não visa pressionar o banqueiro Daniel Vorcaro a incluir mais nomes em sua delação premiada.

Andrei enfatizou que a estratégia da PF não envolve ações para obter resultados por pressão. Ele declarou:

Isso não faz parte da estratégia, da investigação, da questão técnica e legal que a Polícia faz.

Questionado sobre a delação de Vorcaro, o diretor-geral afirmou não ter conhecimento dos termos que estão sendo discutidos. Ele explicou que a delação segue um rito legal e deve atender a requisitos específicos para ser aceita pela PF e pelo Ministério Público Federal.

Andrei também mencionou que não poderia fornecer detalhes sobre a investigação devido ao sigilo do processo, embora parte da decisão judicial tenha sido desclassificada. Ele reiterou que a PF continua a coletar provas e a analisar informações para encaminhar ao Judiciário.

Além disso, o diretor-geral comentou sobre a situação de policiais federais cedidos a outros órgãos, informando que cerca de 150 servidores estão nessa condição e que cada caso será avaliado individualmente.

A operação Compliance Zero, que ocorreu na quinta-feira, incluiu mandados de busca e apreensão nas residências de Ciro Nogueira, presidente do Partido Progressistas, e resultou na prisão do primo de Daniel Vorcaro. O foco das investigações é um suposto esquema de corrupção e crimes financeiros, com medidas autorizadas pelo ministro André Mendonça do STF.

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