A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) decidiu suspender preventivamente um aluno do primeiro semestre do curso de direito, sob suspeita de envolvimento na elaboração de uma lista que classificava alunas como 'estupráveis'. A medida foi adotada pela Direção da Faculdade de Direito na quarta-feira, em resposta à repercussão de mensagens misóginas atribuídas a estudantes da instituição.
O nome do estudante não foi divulgado, mas a universidade esclareceu que a suspensão é uma medida cautelar, válida até a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que foi instaurado para investigar o caso. A decisão foi fundamentada na gravidade das mensagens, que continham ameaças de violência sexual e referências à intenção de abusar de colegas.
Em nota, a UFMT expressou seu repúdio a qualquer forma de violência, misoginia ou violação de direitos humanos dentro da comunidade acadêmica. A instituição reafirmou seu compromisso com a promoção de um ambiente seguro e respeitoso, especialmente no combate à violência de gênero.
Além de preservar a segurança da comunidade acadêmica, a suspensão também visa garantir a regularidade do ambiente institucional durante a investigação. A universidade informou que medidas protetivas às possíveis vítimas foram implementadas e que o caso será encaminhado à Comissão de Processo Disciplinar Estudantil, que conduzirá a apuração administrativa. O estudante terá direito ao contraditório e à ampla defesa.
O caso ganhou notoriedade após o vazamento de conversas em aplicativos de mensagens, onde estudantes discutiam a criação da lista. Em um dos diálogos, um dos envolvidos afirmou: 'Vou brocar uma na primeira semana', e em resposta a um comentário sobre colegas do curso de engenharia, acrescentou: 'Vou molestar.' A situação gerou indignação entre os universitários, que realizaram protestos e espalharam cartazes no campus exigindo punições aos responsáveis.
Fonte: Metropoles