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UFMT investiga alunos de direito por lista de mulheres ‘estupráveis’

A UFMT instaurou um Processo Administrativo Disciplinar após o vazamento de mensagens entre alunos de direito que classificavam alunas como 'estupráveis'. O caso gerou protestos no campus.
Foto: alunos

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) iniciou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar estudantes do curso de direito envolvidos na criação e divulgação de uma lista que rotulava alunas como 'estupráveis'. O incidente veio à tona após a divulgação de mensagens entre os alunos, provocando indignação e protestos no campus de Cuiabá.

As mensagens reveladas mostram diálogos preocupantes, incluindo um aluno afirmando: 'Vou brocar uma na primeira semana', e outro comentando sobre alunas de diferentes cursos, sugerindo a elaboração de um 'ranking de alunas mais estupráveis'. Após as denúncias, uma estudante relatou que um dos suspeitos estava buscando os denunciantes.

Em resposta ao ocorrido, a UFMT emitiu uma nota repudiando veementemente qualquer forma de violência e misoginia, afirmando que medidas administrativas já foram tomadas para investigar os fatos e responsabilizar os envolvidos. A universidade destacou que o procedimento disciplinar segue a legislação e normas internas, sob a responsabilidade da Comissão de Processo Disciplinar Estudantil.

O Centro Acadêmico VIII de Abril, que representa os alunos de Direito, também se manifestou, condenando as mensagens e ressaltando a incompatibilidade desse tipo de comportamento com os princípios do curso, que visa a defesa da dignidade humana e dos direitos fundamentais.

Após a repercussão do caso, estudantes colocaram cartazes pela faculdade exigindo ações da universidade e punições aos responsáveis. A reportagem tentou contato com a Polícia Civil do estado, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

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