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André Gadelha propõe fim da escala 6×1 e critica carga tributária

Durante audiência pública, André Gadelha defendeu o fim da escala 6x1, apontando a alta carga tributária e a corrupção como principais obstáculos para empresários e trabalhadores no Brasil.
Foto: Simoneduarte

O pré-candidato ao Senado Federal, André Gadelha, manifestou sua posição a favor do término da escala 6×1, destacando que os desafios enfrentados por empresários e trabalhadores no Brasil estão intimamente relacionados à elevada carga tributária e à corrupção no setor público.

A declaração ocorreu durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), no contexto do programa “Câmara pelo Brasil”, que discute a PEC 221/19, que propõe alterações na jornada de trabalho no país.

Em seu discurso, Gadelha expressou otimismo quanto à possibilidade de redução da jornada de trabalho, enfatizando que o debate deve ser conduzido de forma a não polarizar trabalhadores e empresários. Ele afirmou:

Não é colocar a classe de funcionários contra a classe empresarial. Não é essa discussão que tem que acontecer.

O pré-candidato argumentou que a resistência de alguns setores produtivos não se deve apenas à proposta de redução da jornada, mas sim ao peso dos impostos que incidem sobre os negócios.

O problema do Brasil não é apenas diminuir a escala do funcionário. O nosso problema é a carga tributária, que está forçando o empresário a resistir — declarou.

Gadelha também criticou a dimensão da máquina pública, afirmando que os recursos arrecadados por impostos são frequentemente mal utilizados devido à corrupção. Ele afirmou:

Nós temos que estancar essa sangria dos impostos que são cobrados de uma forma assustadora e que é mal utilizada pela corrupção e principalmente pelo poder público inchado.

O político defendeu a necessidade de incentivos para aqueles que geram empregos, além de sugerir a ampliação do crédito para trabalhadores e produtores rurais, e a redução da pressão tributária sobre as empresas.

Nós temos que fechar a torneira do poder público. Temos que dar incentivo a quem trabalha e a quem gera emprego através da empresa — afirmou.

Gadelha ainda fez uma comparação entre o Brasil e países desenvolvidos, observando que nações com jornadas de trabalho mais curtas tendem a ter cargas tributárias inferiores às do Brasil.

A audiência pública contou com a presença de parlamentares, representantes de sindicatos, empresários e membros do setor produtivo, todos discutindo os impactos da PEC 221/19 na economia e nas relações de trabalho.

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