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Professor francês investigado por prêmio fictício semelhante ao Nobel

Um professor da França enfrenta investigações por supostamente ter recebido um prêmio inexistente, a Medalha de Ouro de Filologia, que não é reconhecido oficialmente.
Foto: professor

Um professor francês está sob investigação por ter recebido um prêmio que, segundo apurações, não existe. Florent Montaclair, que na época tinha 46 anos, foi apresentado como o primeiro francês a conquistar a Medalha de Ouro de Filologia, um prêmio comparável ao Nobel. No entanto, a instituição que supostamente concede a honraria nunca foi identificada.

A cerimônia de entrega do prêmio ocorreu e contou com a presença de laureados do Nobel, ex-ministros, parlamentares e cientistas de renome. Durante o evento, os convidados foram informados de que o escritor italiano Umberto Eco também teria sido agraciado. No ano seguinte, Noam Chomsky foi mencionado como um dos premiados. O site do prêmio afirma que ele é concedido a cada cinco anos desde 1937, embora a veracidade dessa informação esteja em questão.

A farsa foi descoberta por investigadores franceses, que conduziram meses de apurações. O procurador público Paul-Édouard Lallois comentou sobre o caso, afirmando:

Foi tudo uma grande farsa. Daria para virar filme ou série de televisão.

A investigação busca determinar se Montclair utilizou a medalha para obter benefícios pessoais, como um aumento salarial.

Lallois destacou que a questão legal surge quando o prêmio é mencionado a empregadores ou na mídia, podendo levar a um reconhecimento profissional que caracteriza fraude. O advogado de Montclair, Jean-Baptiste Euvrard, defendeu seu cliente, afirmando que ele apenas usou sua 'imaginação' e que isso não deve ser considerado um crime. Euvrard argumentou que todos têm o direito de usar a imaginação e que cabe ao interlocutor acreditar ou não.

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