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Câmara dos Deputados solicita explicações de Wilson Santiago sobre gastos com locadora familiar

A Câmara dos Deputados requisitou esclarecimentos ao deputado Wilson Santiago sobre despesas com uma locadora ligada a seus sobrinhos. O CNPJ da empresa foi bloqueado para novos reembolsos enquanto a investigação pros...
Foto: Fonte83

A Câmara dos Deputados enviou um ofício ao deputado federal Wilson Santiago, do Republicanos da Paraíba, solicitando esclarecimentos sobre gastos realizados com a cota parlamentar em uma empresa vinculada a familiares. A decisão foi motivada por questionamentos internos sobre a conformidade dessas despesas com as normas da Casa.

Conforme informações obtidas pela coluna Tácio Lorran, do site Metrópoles, a Câmara também decidiu bloquear o CNPJ da empresa em questão, impedindo novos reembolsos ao parlamentar enquanto a investigação estiver em curso. Em nota, o órgão afirmou que, se forem confirmadas irregularidades, os valores recebidos indevidamente deverão ser devolvidos aos cofres da Câmara.

As despesas em análise referem-se à Construtora e Locadora JMX, que tem como sócios os sobrinhos de Santiago, Thiago e Thaísa Santiago, filhos de José Milton Santiago, irmão falecido do deputado. Dados da própria Câmara indicam que o parlamentar recebeu aproximadamente R$ 203 mil em reembolsos por notas fiscais emitidas pela empresa, que incluem a locação de veículos como um Caoa Chery Tiggo 7 e um Jeep Commander.

Parte da documentação analisada contém recibos assinados por Thiago Santiago, conhecido como Thiago de Azulão, ou por sua filha. Thiago é vereador em Uiraúna, na Paraíba, e pertence ao mesmo partido que o deputado.

O caso também está sendo investigado pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU), que requisitou a abertura de apuração pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Na representação, o órgão pede que, se forem confirmadas irregularidades, haja a devolução total dos valores ao erário e a aplicação de multa.

O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado destacou a necessidade de investigar um possível desvio de finalidade da cota parlamentar e um eventual conflito de interesses na contratação da empresa. Além disso, a representação solicita que, caso haja indícios de improbidade administrativa ou crimes, os autos sejam enviados ao Ministério Público Federal.

Até a última atualização, o deputado não havia respondido aos questionamentos da reportagem mencionada. O espaço permanece aberto para sua manifestação.

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