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Trump sugere rendição do Irã enquanto Teerã intensifica ameaças

O presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou a força militar do Irã, sugerindo que o país se rendesse. Teerã, por sua vez, respondeu com ameaças, afirmando que o conflito ainda está em seus estágios iniciais.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações nesta terça-feira, 5, sugerindo que o Irã deveria "hastear a bandeira branca", ao mesmo tempo em que minimizou a capacidade militar do país. A resposta de Teerã foi imediata, com um aumento nas ameaças em relação à operação dos EUA para escoltar navios no estreito de Hormuz.

Essa nova troca de provocações ocorre após uma série de ataques na região que colocaram em risco o cessar-fogo. A disputa entre os dois países gira em torno do controle do estreito, uma passagem crucial para o transporte de petróleo.

Mohamad Bagher Ghalibaf, chefe do Parlamento iraniano, afirmou em uma mensagem na rede social X que a situação atual é insustentável para os EUA e que o Irã ainda não começou a agir. Ele também mencionou que a presença das forças americanas na região diminuirá.

Em resposta, Trump declarou a repórteres no Salão Oval que o poder militar do Irã foi reduzido e que, apesar da retórica agressiva, Teerã estaria buscando um acordo. Ele elogiou a estratégia dos EUA de bloquear os portos iranianos, afirmando que está "funcionando muito bem".

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, também comentou sobre a operação para proteger navios comerciais, afirmando que é uma medida temporária e que Washington não busca um confronto. No entanto, ele não descartou a possibilidade de uma ação militar em resposta a qualquer ataque iraniano.

A Guarda Revolucionária iraniana, em um comunicado veiculado pela TV estatal, prometeu uma "resposta firme" a navios que tentem transitar pelo estreito fora das áreas designadas por Teerã. A guarda alertou que qualquer desvio das rotas seguras resultará em consequências.

Desde o início do conflito, o estreito tem sido bloqueado pelo Irã, o que elevou significativamente os preços do petróleo. Em resposta, os EUA implementaram um bloqueio aos portos iranianos e iniciaram a operação "Projeto Liberdade" para permitir a passagem de navios.

Na segunda-feira, dois navios mercantes americanos, escoltados por destróieres, conseguiram atravessar o estreito. A empresa dinamarquesa Maersk confirmou que um de seus navios, bloqueado na região desde fevereiro, conseguiu passar com a ajuda das forças americanas.

Os EUA afirmaram ter destruído embarcações iranianas que ameaçavam a navegação comercial e interceptado mísseis lançados contra seus navios. Teerã, por sua vez, negou qualquer dano e acusou Washington de causar a morte de civis em ataques.

O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, declarou que os eventos recentes demonstram que não há solução militar para a crise e que as negociações de paz estão em andamento com a mediação do Paquistão. No entanto, as tentativas de retomar as conversas entre Irã e EUA têm sido infrutíferas até o momento.

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