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Deputado Thiago Rangel é preso em operação da PF contra fraudes na Educação

A Polícia Federal prendeu o deputado Thiago Rangel em uma operação que investiga fraudes em contratos da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro. A ação inclui mandados de prisão e busca em várias cidades.
Foto: deputado Thiago Rangel

A Polícia Federal (PF) deflagrou a quarta fase da Operação Unha e Carne, resultando na prisão do deputado estadual Thiago Rangel, conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação investiga um esquema de fraudes em contratos da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro.

Os agentes estão cumprindo sete mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão em diversas localidades, incluindo o Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. As investigações indicam que Rangel está vinculado a um grupo que direcionava contratações na rede estadual de ensino.

Escolas sob a Diretoria Regional Noroeste, área de influência do deputado, teriam realizado contratações que favoreciam empresas previamente selecionadas. Os contratos abrangiam desde o fornecimento de materiais até serviços de obras e reformas em instituições de ensino.

Após a liberação de recursos públicos, os valores eram sacados ou transferidos por intermediários e, posteriormente, redistribuídos para empresas ligadas à organização criminosa. Parte do dinheiro, segundo a PF, era misturada a recursos lícitos em contas de uma rede de postos de combustíveis administrada pelo suposto líder do esquema.

Nesta fase, a PF concentra esforços na análise da estrutura financeira do esquema. Os envolvidos podem enfrentar acusações de organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, além de outros crimes que não estão descartados.

A Operação Unha e Carne teve início em 2025, com o objetivo inicial de investigar vazamentos de informações sigilosas que afetavam operações policiais contra o Comando Vermelho. Esses vazamentos, conforme a PF, comprometeram ações contra a facção e beneficiaram indivíduos ligados ao grupo criminoso.

Fases anteriores da operação já resultaram em investigações de figuras proeminentes, como o ex-deputado Rodrigo Bacellar e um desembargador federal, suspeitos de envolvimento na divulgação de informações sensíveis.

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