Um surto de hantavírus a bordo do cruzeiro MV Hondius, que navegava da Argentina para Cabo Verde, resultou na confirmação de três mortes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que um caso de hantavírus foi confirmado, além de cinco casos suspeitos que estão sendo investigados.
Os hantavírus são transmitidos por roedores, e a infecção em humanos ocorre principalmente pela inalação de partículas presentes nas fezes secas dos animais. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) explicam que a contaminação pode ocorrer também por mordidas ou arranhões.
A Síndrome Pulmonar por Hantavírus (HPS) é uma das doenças mais graves causadas pelo vírus, apresentando sintomas como fadiga, febre e dores musculares, que podem evoluir para problemas respiratórios com uma taxa de mortalidade de cerca de 38%. No Brasil, a doença se manifesta como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH).
Além da HPS, o hantavírus pode causar a Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (HFRS), que afeta os rins e pode levar a complicações graves. Estima-se que anualmente ocorram cerca de 150 mil casos de HFRS no mundo, com a maioria dos casos registrados na China.
Nos Estados Unidos, desde o início da vigilância em 1993 até 2023, foram registrados 890 casos de hantavírus. No Brasil, entre 1993 e 2024, foram confirmados 2.377 casos de hantavirose, resultando em 937 mortes, com a maioria das infecções ocorrendo em áreas rurais.
Atualmente, não há tratamento específico para infecções por hantavírus. O CDC recomenda cuidados sintomáticos, que podem incluir oxigenoterapia e ventilação mecânica. Para prevenir a infecção, é aconselhável evitar o contato com roedores e utilizar equipamentos de proteção ao limpar fezes.
Recentemente, em fevereiro de 2025, a esposa do ator Gene Hackman faleceu devido a uma doença respiratória relacionada ao hantavírus, levantando preocupações sobre a transmissão da doença.