Apesar de milhões de brasileiros enfrentarem transtornos mentais, o tratamento contínuo no Sistema Único de Saúde (SUS) ainda é restrito. Essa limitação se agrava no caso dos transtornos de personalidade, que demandam acompanhamento prolongado e uma rede de suporte estruturada, algo que não está disponível para a maioria dos pacientes.
A última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em 2019, destaca a carência de dados atualizados sobre a saúde mental no Brasil. Segundo a pesquisa, aproximadamente 16,3 milhões de brasileiros já foram diagnosticados com depressão. No entanto, apenas 18,9% desses indivíduos se submetem à psicoterapia, e menos da metade utiliza medicação de forma regular, indicando que o tratamento não atinge a maioria dos afetados.