A recente recuperação judicial da SAF do Botafogo-RJ trouxe à tona uma lista de credores que ultrapassa R$ 1,1 bilhão. Entre os credores, destacam-se o Auto Esporte Clube e os jogadores paraibanos Arthur Cabral e Tiquinho Soares, que juntos têm mais de R$ 2,6 milhões a receber.
O Auto Esporte está buscando receber cerca de R$ 626 mil, referente à venda do lateral-esquerdo Hugo, que foi revelado pelo clube e teve uma passagem significativa pelo Botafogo, onde conquistou o Campeonato Brasileiro e a Libertadores em 2024. O jogador foi vendido ao Al-Wasl, dos Emirados Árabes, por aproximadamente 1 milhão de dólares, mas o clube paraibano não recebeu a porcentagem que lhe era devida.
Joacil Júnior, diretor de futebol do Auto Esporte, esclareceu que o valor em questão não se refere ao mecanismo de solidariedade, mas a um percentual econômico que o clube manteve durante as negociações do atleta. Ele detalhou que o Auto Esporte ficou com 40% do passe quando Hugo foi transferido ao Corinthians e 20% quando este foi repassado ao Botafogo.
Pedro Emmanuel, vice-presidente do Auto Esporte, comentou sobre a situação, afirmando que o clube está ciente dos valores a receber e acompanha de perto o processo de recuperação judicial do Botafogo. Ele expressou uma postura cautelosa e pouco otimista em relação ao desfecho do caso, ressaltando que, caso os valores sejam recebidos, serão fundamentais para investimentos na infraestrutura do clube.
Além do Auto Esporte, Arthur Cabral e Tiquinho Soares também estão entre os credores do Botafogo-RJ. Arthur, por meio de sua empresa, tem cerca de R$ 1,1 milhão a receber, enquanto Tiquinho, através da Tiquinho Sports Ltda, figura com um crédito de aproximadamente R$ 900 mil. As dívidas com os atletas estão relacionadas a direitos de imagem, premiações e pendências salariais.