Lideranças evangélicas expressaram descontentamento com a rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), responsabilizando o presidente Lula pela situação. O advogado-geral da União não obteve os votos necessários para sua nomeação, em parte devido à oposição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
O bispo Robson Rodovalho, da Igreja Sara Nossa Terra, comentou que Messias enfrentou a insatisfação geral com o governo Lula durante a sabatina. Ele destacou que o indicado se explicou bem, mas a rejeição reflete as promessas não cumpridas do governo. Messias se posicionou contra o aborto, um tema controverso entre os conservadores.
Rodovalho também mencionou que a rejeição é vista com tranquilidade pelas lideranças evangélicas, pois Messias é percebido como alinhado à esquerda. Ele sugeriu que a próxima indicação ao STF pode não ser feita por Lula.
O apóstolo César Augusto lamentou a rejeição, ressaltando que a derrota maior é do governo Lula, e não de Messias. Ele acredita que a presença de mais evangélicos no STF seria benéfica, mas reconhece que a vida continua.
Silas Malafaia, presidente da ADVEC, afirmou que a derrota de Messias representa uma derrota significativa para Lula, destacando que a indicação é um direito do presidente. Ele acredita que qualquer indicado por Lula enfrentaria a mesma rejeição.
William Douglas, juiz federal e pastor, expressou tristeza pela rejeição, argumentando que a avaliação de capacidade não deve ser misturada com divergências ideológicas. Ele criticou a decisão do Senado, afirmando que a rejeição deveria ser baseada em requisitos constitucionais.