O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, anunciou neste sábado (2) que já iniciou conversas com o governo federal para aumentar o suporte às cidades impactadas pelas intensas chuvas no estado. Durante uma agenda em Santa Rita, ele revelou que já se comunicou com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e planeja dialogar também com o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias.
Acabei de falar com o ministro Waldez Góes e vamos entrar em contato com o ministro Wellington Dias. As prefeituras estão emitindo decretos e vamos solicitar o reconhecimento desses decretos, que é crucial para direcionar as ações do Governo Federal — afirmou o governador.
O reconhecimento dos decretos de emergência é fundamental para permitir a atuação direta da União, possibilitando o envio de equipes e recursos de diferentes ministérios para atender as cidades afetadas. Ribeiro também mencionou a mobilização das Forças Armadas no estado, destacando que o general do Exército na Paraíba se colocou à disposição, inclusive com informações sobre o uso de helicópteros para apoio.
A atuação do governo envolve várias áreas da gestão estadual, incluindo desenvolvimento humano e infraestrutura, com o apoio dos Bombeiros.
É uma ação integrada de todas as secretarias — completou.
A situação é alarmante em diversas cidades da Região Metropolitana de João Pessoa. Em Santa Rita, o nível do Rio Paraíba subiu cerca de quatro metros, causando alagamentos em várias áreas, incluindo o Centro, onde famílias foram forçadas a deixar suas residências. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) registrou 153 milímetros de chuva em Santa Rita nas últimas 48 horas, resultando em moradores ilhados na comunidade Canaã, que precisaram ser resgatados com motocicletas aquáticas.
Na capital, João Pessoa, 11 famílias ficaram desabrigadas na comunidade Engenho Velho e foram levadas para uma escola. A cidade registrou 219 milímetros de chuva no mesmo período. Em Bayeux, pelo menos 45 famílias deixaram suas casas devido aos alagamentos, enquanto em Cabedelo, uma família foi encaminhada para abrigo. Em Rio Tinto, cerca de 600 casas ficaram desalojadas, conforme informações da prefeitura.
No município do Conde, a gestão decretou situação de emergência por 180 dias devido aos danos causados pelas chuvas, que incluem alagamentos, deslizamentos e prejuízos em estradas e estruturas públicas. Diante desse cenário, o governo estadual continua monitorando a situação e intensificando as ações de apoio, ao mesmo tempo em que busca reforço da estrutura federal para enfrentar os efeitos do período chuvoso.