Na manhã deste sábado, as Forças Armadas do Irã afirmaram que é "provável" que os confrontos com os Estados Unidos sejam retomados em breve. Os combates estavam suspensos há quase um mês devido a um cessar-fogo temporário.
O vice-comandante do Estado-Maior das Forças Armadas, Mohammad Jafar Asadi, declarou que os EUA não demonstram comprometimento com nenhum acordo. Segundo ele, as ações americanas são influenciadas pela mídia e pela preocupação com o preço do petróleo.
As Forças Armadas estão totalmente preparadas para quaisquer novas aventuras ou imprudências dos americanos — afirmou Asadi.
Até o momento, os Estados Unidos não comentaram oficialmente sobre a declaração iraniana. No entanto, em um evento na Flórida, o ex-presidente Donald Trump sugeriu que "talvez seja melhor não fazer um acordo" com o Irã.
O cessar-fogo foi anunciado por Trump em 7 de abril, após um pedido do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que intermediou as conversas. A trégua de duas semanas foi aceita pelo Irã, mas as negociações para um acordo permanente não avançaram.
Após mais de 20 horas de discussões em Islamabad, a reunião entre os dois países terminou sem um acordo. Trump ampliou o cessar-fogo de forma unilateral, mas as tentativas de nova reunião não tiveram sucesso.
Trump tem insistido que o Irã deve desistir de seu projeto nuclear para que as negociações avancem. Recentemente, o líder supremo iraniano afirmou que os cidadãos se empenharão em proteger suas capacidades nucleares.