Search

Afastamento de delegado em Roraima por corrupção e homicídio

O delegado Rick da Silva e Silva foi afastado por 180 dias após suspeitas de corrupção e envolvimento em homicídio. Ele teria transformado a delegacia em um balcão de negócios.
Foto: Rick da Silva e Silva

A Justiça de Roraima decidiu afastar o delegado da Polícia Civil Rick da Silva e Silva por um período de 180 dias. A medida foi tomada no contexto da Operação Conluio, que investiga o assassinato de um casal de empresários no estado. O juiz Raimundo Anastácio Carvalho Dutra Filho apontou que o delegado é suspeito de transformar a delegacia de Rorainópolis em um "balcão de negócios", cobrando propina e direcionando clientes para uma advogada específica.

As investigações revelam que Rick selecionava presos e dificultava o acesso à Defensoria Pública, encaminhando os casos para a advogada em troca de uma divisão dos honorários. Testemunhas relataram que os pagamentos eram feitos em dinheiro vivo. Além disso, o delegado é investigado por sua possível ligação com o duplo assassinato de Edgar Silva Pereira e Rossana de Lima e Silva, ocorridos recentemente.

A decisão judicial destaca indícios de que Rick teria sabotado a cena do crime e ocultado provas, possivelmente devido a uma ligação financeira com uma das vítimas, que atuava na agiotagem. O juiz considerou que a permanência do delegado em suas funções representa uma "ameaça direta à instrução criminal".

As apurações também indicam que Rick utilizou seu cargo para intimidar colegas, fazendo ameaças de fabricar dossiês e realizar interceptações falsas para proteger seu esquema. Há ainda suspeitas de uso indevido de sistemas policiais para relaxar flagrantes em troca de vantagens indevidas e ocultar investigações.

Além do afastamento, a Justiça determinou a apreensão de armas e distintivos do delegado, bloqueio de acesso a sistemas policiais, proibição de contato com testemunhas e impedimento de entrada em delegacias. A Operação Conluio é conduzida pela Delegacia Geral de Homicídios e pelo Gaeco do Ministério Público de Roraima.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE